domingo, julho 05, 2020
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Depois do primeiro prémio, mais um galardão foi atribuído a uma aluna do Agrupamento António Feijó, no concurso "Uma Aventura...  Literária 2020".  Desta feita, a aluna Marta Cerqueira da turma 8ºA foi distinguida com uma Menção Honrosa pelo trabalho com que participou, na modalidade de texto original, 3º Ciclo.

A sua escola e agrupamento estão orgulhosos do seu desempenho e de todos aqueles que, com o seu trabalho e dedicação, continuam a prestigiar os seus professores e a sua escola. Para além do Diploma de Menção Honrosa, a aluna receberá um livro, oferta da Editorial Caminho.

Trata-se de uma forma brilhante de concluir um ano letivo atípico, com o reconhecimento do valor, criatividade, imaginação e empenho dos nossos alunos num concurso deste nível!

Na edição deste ano a editorial Caminho recebeu mais de 14 mil trabalhos, individuais e de grupo de alunos de escolas de todo o país, incluindo Açores e Madeira e também de escolas de França, Suíça, Macau, Cabo Verde e Brasil, candidatos ao maior do género em Portugal!

Recordamos que, também no corrente ano letivo, a aluna Ana Luísa Gonçalves, da Turma D do 8.º ano de escolaridade da Escola Básica António Feijó foi a grande vencedora da edição 2020 do Concurso "Uma Aventura… Literária", na modalidade de texto original individual, na categoria destinada a alunos do 3º Ciclo do Ensino Básico.

Damos a conhecer o texto da Marta cerqueira:

Uma aventura rumo ao desconhecido

-Estou farta de estar aqui, não sei onde estou, não sei que horas são, não sei o que existe aqui, sei apenas que estou numa ilha, que me chamo Rute - dizia eu.

De certeza que vocês se estão a questionar sobre o local a que me refiro, por isso vou contar-lhes a minha história.

Foi no dia dez de junho que decidi embarcar rumo à aventura, viajar de barco sozinha e, por muito que a minha mãe me dissesse para não ir, me alertasse para os riscos que podia correr, para as doenças que podia apanhar… e para todas aquelas coisas que as mães nos estão sempre a dizer e que nós já sabemos de cor, eu parti na mesma. Com antecedência, preparei tudo aquilo de que precisava: os mantimentos, a água, a roupa, as panelas … tudo!! Por volta das seis da manhã, embarquei, pois queria chegar o mais depressa possível a terra, mas a viagem que eu estava a fazer não era daquelas viagens em que programamos tudo, não, a minha viagem era para ir até aonde me apetecesse, sem me preocupar com nada.

Logo no início da viagem, deparei-me com uma tempestade, por isso coloquei o colete salva-vidas, pus a mochila às costas e continuei a remar com a esperança de encontrar um sítio em terra onde me pudesse abrigar. De repente, o barco chocou contra alguma coisa, virou-se e, então, eu bati com a cabeça não sei onde, desmaiei e acordei naquela ilha, sem telemóvel, sem barco, sem nada que pudesse usar para voltar para casa ou para pedir ajuda

Não sei que horas eram, porém, pela posição do sol, devia de ser por volta do meio-dia, por isso peguei na mochila, tirei uma lata de atum, fiz uma pequena fogueira, pus a panela em cima, coloquei a água e, quando esta começou a ferver, pus a massa que tinha trazido a cozer. De seguida, comi, apaguei a fogueira, arrumei tudo e fui explorar o local.

A ilha era linda, verde, calma, acolhedora, maravilhosa, contudo, parecia deserta. Caminhei durante várias horas até que avistei uma pequena cabana, olhei pela janela, todavia não estava ninguém no interior. Entrei e vi uma penela com restos de comida ainda mornos. Havia ainda duas chávenas em cima de uma mesa, peguei numa e servi-me de um pouco de café que já estava feito há algum tempo. Posteriormente, apercebi-me de umas sombras, pousei logo tudo no sítio e escondi-me atrás e um pequeno sofá, no entanto, consegui ver que entrara um homem seguido de uma mulher e de uma criança.

-Quem és tu e o que estás aqui a fazer? - perguntou o homem que me conseguiu detetar.

-Eu sou a Rute. Estava a fazer uma viagem de barco, bati nalguma coisa e vim aqui parar. Desculpe a pergunta, mas quem é o senhor?

-Eu sou o Artur, esta é a minha mulher Rita e esta é a nossa filha Aurora.

-Prazer! -disse eu -Peço desculpa pelo incómodo. Será que o senhor me pode ajudar a voltar para casa?

-Claro, não és a primeira pessoa a vir parar a esta ilha e a entrar na nossa casa. Tenho ali um telemóvel, anda comigo.

Assim fiz, liguei à minha mãe, que ficou furiosa, mas preocupada ao mesmo tempo. Perguntei ao senhor o nome daquela ilha, disse-o à minha mãe e ela ligou à polícia para me ir buscar. Quando esta chegou, agradeci ao senhor Artur e à sua família e regressei a casa.

Esta foi a minha fantástica aventura, da qual gostei muito, apesar de perigosa!

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A aluna Ana Luísa Gonçalves, da Turma D do 8.º ano de escolaridade da Escola Básica António Feijó foi a grande vencedora da edição 2020 do Concurso "Uma Aventura… Literária", na modalidade de texto original individual, na categoria destinada a alunos do 3º Ciclo do Ensino Básico. O primeiro lugar foi obtido ex-aequo.
Este concurso é promovido pela Editorial Caminho e os trabalhos vencedores serão publicados numa futura edição da coleção "Uma Aventura", que tem grande aceitação junto do público juvenil em Portugal. Além da publicação, a aluna receberá um cheque livro e a escola será contemplada com um livro brinde surpresa. Todos os alunos participantes receberão diplomas de participação.
Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, consagradas autoras da coleção "Uma Aventura, deixaram a sua mensagem aos participantes em geral, e premiados em particular: “Nos anos anteriores a entrega de prémios na Feira do Livro de Lisboa foi sempre uma festa super animada. E nós tivemos o prazer de conhecer muitos dos nossos leitores, os educadores e professores que os acompanharam, os pais, avós, tios e padrinhos que puderam comparecer. Foi ótimo conversar um pouco e tirar fotografias que guardamos com tanto carinho. Infelizmente este ano, a pandemia impede o nosso encontro com os premiados na Feira do Livro de Lisboa. Por isso aqui estamos para vos abraçar a distância, para desejar que continuem a ler, a escrever e a desenhar cada vez melhor.
Fazemos votos para que no próximo ano voltem a concorrer e seja possível abraçarmo-nos pessoalmente na Feira do Livro de Lisboa.”
Será também este o desejo da Escola, que os alunos continuem a revelar a sua criatividade, imaginação e entusiasmo.
Parabéns Ana Luísa e respetiva professora de Português, Teresa Almeida!

Publicamos o texto vencedor:

Uma aventura na época dos Descobrimentos

Olá! Eu sou o Adolfo Cascais Monteiro e hoje vou contar a minha história. Eu nasci em 1480, nos arredores de Lisboa, numa família humilde. Durante a minha infância, passava horas no Restelo, junto ao Tejo, a ver as naus partir. Eu era, nessa altura, um miúdo sonhador, que imaginava como poderia ser divertido partir numa expedição de descoberta e aventura.
- Um dia hei de viajar num destes barcos e viver grandes aventuras – pensava eu.
Quando completei dezoito anos, esse momento chegou! Fui chamado para participar na viagem de Vasco da Gama à Índia. Eu nem queria acreditar!
No dia seguinte, apresentei-me no cais para dar início à viagem. A nau em que eu ia era enorme, podia levar duzentas pessoas. Era um navio oval, com três mastros e duas velas. Dentro do barco foi-me apresentada a tripulação: capitão, piloto, mestre, muitos marinheiros e ainda mais grumetes. Eu fui informado de que era um grumete, cargo que era atribuído a pessoas que vinham de famílias com menos dinheiro.
- Não era bem no convés que queria viajar, mas sempre posso percorrer o barco – murmurei eu.
- Ainda não te disseram? Nós nunca saímos daqui, a nossa função é lançar os cabos e limpar – apressou-se a dizer outro grumete.
- Como, vamos passar o tempo todo aqui? Eu queria subir ao mastro e conhecer a cabine.
- Nem penses, amigo! Mas também não terias tempo para isso!
A nossa conversa foi interrompida quando se aproximou o mestre para nos dar as tarefas. A minha era molhar o convés para que a madeira não secasse.
Durante muito tempo, trabalhei duro, porém estava tão curioso que tive de sair do convés. Era de noite, por isso, havia menos gente a trabalhar. Sorrateiro, lá fui eu… Já tinha visto quase tudo, só faltava encontrar o lugar onde guardavam a comida. Finalmente cheguei ao porão, onde havia biscoitos, pão, cereais, frutos secos, peixe fresco… Ia eu abrir uma porta, quando, de repente, o capitão apareceu. Como ele ainda não me tinha descoberto, e eu não queria um castigo, abri a porta para fugir. Pensava eu que conseguia esconder-me, mas estava lá um marinheiro de vigia para que não houvesse nenhum roubo. Mal eu entrei, este deu-me com uma frigideira na cabeça e eu desmaiei…
Quando acordei, vi que estava preso ao mastro, todavia, fingi estar desmaiado para descobrir o que me pretendiam fazer. Mal ouvi dizer que ia passar grande parte da viagem de castigo e a pão e água, fiquei apavorado e só pensei em fugir. Lembrei-me de ter visto uma canoa e, nessa mesma noite, consegui libertar-me, e fui pé ante pé procurá-la para não apanhar um castigo ainda maior. Quando me aproximava, ouvi uns passos. Então depressa retirei as cordas que a prendiam e lancei-a ao mar. Meti-me dentro dela onde passei bastante tempo à deriva no mar, até que, quando estava a desanimar e sem esperanças, avistei terra. Parecia uma miragem! Remei com toda a minha força para lá chegar.
Quando finalmente alcancei terra, apanhei alguns frutos exóticos para comer e maravilhei-me com a beleza da paisagem. Pareceu-me ver uns indivíduos pintados e nus, mas não liguei, pensei que fosse da minha imaginação devido ao cansaço. Passados alguns dias, avistei, ao longe, uma nau. Pensei que me tinham descoberto e, por isso, escondi-me. Quando os marinheiros chegaram a terra, apercebi-me de que não eram marinheiros da minha nau, mas que pertenciam à nau de Pedro Álvares Cabral. Ainda pensei dizer que tinha sido o primeiro a chegar às “Terras de Vera Cruz”, contudo, ninguém acreditaria em mim, por isso escondi-me nessa nau e voltei a Portugal.
Espero que quem leia a minha história acredite em mim e me ajude a divulgá-la, mesmo que eu já não esteja cá.

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O trabalho incansável das nossas voluntárias da leitura, a Susana Corvas e a Marília Malheiro, continua na modalidade de ensino à distância, tendo-se adaptado (e muito bem!) à atual situação de isolamento social.
As nossas voluntárias, que no presente ano vinham desenvolvendo o seu trabalho na EB de Trovela, continuam a LER para os nossos alunos. A Susana criou uma plataforma digital, onde partilha leituras e propostas de atividades: LEITORES DO FUTURO, um espaço que serve também de "diário da voluntária de leitura".
A colaboração das voluntárias da leitura estende-se agora não apenas aos alunos que acompanhavam, mas também às turmas dos respetivos filhos, e ainda a todos os outros que as queiram acompanhar.
Aproveitando o confinamento, a Susana e a Marília têm passado ainda mais tempo a ler com os seus filhos, experimentando estratégias que depois partilham com os colegas de turma, e com os colegas dos colegas... Um desses momentos teve por base O Maluquinho da Bola, de Luísa Ducla Soares e Pedro Leitão, e aconteceu em casa da Marília e do Duarte. Outro desses (divertidos) momentos aconteceu em casa da Susana e da Juliana, e teve por base O Livro com Fome, de André Machado e Catarina Furtado.
As nossas voluntárias da leitura continuam, deste modo, ligadas aos nossos alunos, aos nossos docentes e às nossas famílias, através dos livros e das maravilhas da leitura...
Há histórias para plantar, para costurar, para dobrar, para abrir de par em par... E ideias é o que não faltam às nossas voluntárias, a quem a biblioteca escolar agradece tão preciosa colaboração.
Se quiserem contactar a Susana ou a Marília, poderão fazê-lo através das suas páginas de facebook ou da biblioteca escolar (Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.).
A biblioteca continua convosco.
Até já!

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Uma das ofertas da nossa biblioteca escolar que mais procura regista, junto de docentes (e alunos) do 2º e 3º CEB, é a Biblioteca à La Carte. Os responsáveis pela Biblioteca Escolar, pretendendo continuar com o programa de ofertas "À la Carte", colocaram no terreno uma nova modalidade, especialmente vocacionada para Ensino a Distânciad ([email protected]), nesta fase em que os alunos e professores trabalham a partir de suas casas.
No blogue da Biblioteca Escolar, os alunos, e mesmo os mais graúdos, podem encontrar tudo o que é necessário para participarem num divertido e instrutivo passatempo

Clica aqui e entra no mundo da Biblioteca à La Carte [email protected]

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No dia 22 de abril faz 50 anos que esta efeméride foi criada.
Este ano, porque não podemos comemorar a data com as habituais atividades de exterior, uma prática enraizada nas nossas escolas, a biblioteca escolar junta-se às várias iniciativas já em curso no país e no mundo, e propõe um passatempo aos alunos.
Fizemos uma seleção de LIVROS VERDES, onde as grandes protagonistas são as árvores.

A maioria destas obras "mora" nas nossas bibliotecas escolares, e é, portanto, possível que as conheças. Já fizeram parte de algumas atividades e projetos, como a Árvore das Histórias, e uma delas (O Moleiro e as três Árvores) já foi trabalhada em contexto de visita da sua autora, a nossa amiga Conceição Vicente.

O passatempo que propomos não pressupõe, contudo, que conheças os textos. Aliás, terás de "fazer de conta" que nunca viste estes livros. O desafio tem apenas por base as capas e contracapas das obras selecionadas, e põe à prova a tua imaginação.

  • deves vestir-te de "detetive" de capas e contracapas, observar muito bem estes elementos paratextuais, e tomar algumas notas: não te esqueças que tudo conta (título, ilustração, autor, ilustrador, editora, sinopses...).
  • e agora, com os elementos que recolheste, vais tentar estabelecer ligações entre eles de modo a criares, também tu, uma história verde, ou até um Livro Verde. Não tenhas medo de OUSAR. A tua criatividade valorizada.

    - Podes criar uma narrativa, um poema, ou até um dicionário literário (os textos não têm limite de palavras, e, na biblioteca já aprendemos a construir microcontos!).

    Podes também, se te sentires com vontade, construir uma capa e uma contracapa para o teu "livro verde" (não é obrigatório).

  • Envia o teu trabalho diretamente para a biblioteca, para o e-mail [email protected], ou para o teu professor de português (ou professor titular de turma) que o fará chegar até nós, até ao dia 4 de maio. Não te esqueças de te identificar.

    O júri será composto por elementos da equipa docente BE, e terá em conta os seguintes critérios:
    - Presença de elementos de todas as obras;
    - Originalidade;
    - Correção;
    Todos os trabalhos serão divulgados e o melhor receberá um dos livros desta seleção.

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