sexta-feira, julho 03, 2020
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Aluna da EB António Feijó recebe Menção Honrosa no concurso "Uma Aventura... Literária 2020"

Depois do primeiro prémio, mais um galardão foi atribuído a uma aluna do Agrupamento António Feijó, no concurso "Uma Aventura...  Literária 2020".  Desta feita, a aluna Marta Cerqueira da turma 8ºA foi distinguida com uma Menção Honrosa pelo trabalho com que participou, na modalidade de texto original, 3º Ciclo.

A sua escola e agrupamento estão orgulhosos do seu desempenho e de todos aqueles que, com o seu trabalho e dedicação, continuam a prestigiar os seus professores e a sua escola. Para além do Diploma de Menção Honrosa, a aluna receberá um livro, oferta da Editorial Caminho.

Trata-se de uma forma brilhante de concluir um ano letivo atípico, com o reconhecimento do valor, criatividade, imaginação e empenho dos nossos alunos num concurso deste nível!

Na edição deste ano a editorial Caminho recebeu mais de 14 mil trabalhos, individuais e de grupo de alunos de escolas de todo o país, incluindo Açores e Madeira e também de escolas de França, Suíça, Macau, Cabo Verde e Brasil, candidatos ao maior do género em Portugal!

Recordamos que, também no corrente ano letivo, a aluna Ana Luísa Gonçalves, da Turma D do 8.º ano de escolaridade da Escola Básica António Feijó foi a grande vencedora da edição 2020 do Concurso "Uma Aventura… Literária", na modalidade de texto original individual, na categoria destinada a alunos do 3º Ciclo do Ensino Básico.

Damos a conhecer o texto da Marta cerqueira:

Uma aventura rumo ao desconhecido

-Estou farta de estar aqui, não sei onde estou, não sei que horas são, não sei o que existe aqui, sei apenas que estou numa ilha, que me chamo Rute - dizia eu.

De certeza que vocês se estão a questionar sobre o local a que me refiro, por isso vou contar-lhes a minha história.

Foi no dia dez de junho que decidi embarcar rumo à aventura, viajar de barco sozinha e, por muito que a minha mãe me dissesse para não ir, me alertasse para os riscos que podia correr, para as doenças que podia apanhar… e para todas aquelas coisas que as mães nos estão sempre a dizer e que nós já sabemos de cor, eu parti na mesma. Com antecedência, preparei tudo aquilo de que precisava: os mantimentos, a água, a roupa, as panelas … tudo!! Por volta das seis da manhã, embarquei, pois queria chegar o mais depressa possível a terra, mas a viagem que eu estava a fazer não era daquelas viagens em que programamos tudo, não, a minha viagem era para ir até aonde me apetecesse, sem me preocupar com nada.

Logo no início da viagem, deparei-me com uma tempestade, por isso coloquei o colete salva-vidas, pus a mochila às costas e continuei a remar com a esperança de encontrar um sítio em terra onde me pudesse abrigar. De repente, o barco chocou contra alguma coisa, virou-se e, então, eu bati com a cabeça não sei onde, desmaiei e acordei naquela ilha, sem telemóvel, sem barco, sem nada que pudesse usar para voltar para casa ou para pedir ajuda

Não sei que horas eram, porém, pela posição do sol, devia de ser por volta do meio-dia, por isso peguei na mochila, tirei uma lata de atum, fiz uma pequena fogueira, pus a panela em cima, coloquei a água e, quando esta começou a ferver, pus a massa que tinha trazido a cozer. De seguida, comi, apaguei a fogueira, arrumei tudo e fui explorar o local.

A ilha era linda, verde, calma, acolhedora, maravilhosa, contudo, parecia deserta. Caminhei durante várias horas até que avistei uma pequena cabana, olhei pela janela, todavia não estava ninguém no interior. Entrei e vi uma penela com restos de comida ainda mornos. Havia ainda duas chávenas em cima de uma mesa, peguei numa e servi-me de um pouco de café que já estava feito há algum tempo. Posteriormente, apercebi-me de umas sombras, pousei logo tudo no sítio e escondi-me atrás e um pequeno sofá, no entanto, consegui ver que entrara um homem seguido de uma mulher e de uma criança.

-Quem és tu e o que estás aqui a fazer? - perguntou o homem que me conseguiu detetar.

-Eu sou a Rute. Estava a fazer uma viagem de barco, bati nalguma coisa e vim aqui parar. Desculpe a pergunta, mas quem é o senhor?

-Eu sou o Artur, esta é a minha mulher Rita e esta é a nossa filha Aurora.

-Prazer! -disse eu -Peço desculpa pelo incómodo. Será que o senhor me pode ajudar a voltar para casa?

-Claro, não és a primeira pessoa a vir parar a esta ilha e a entrar na nossa casa. Tenho ali um telemóvel, anda comigo.

Assim fiz, liguei à minha mãe, que ficou furiosa, mas preocupada ao mesmo tempo. Perguntei ao senhor o nome daquela ilha, disse-o à minha mãe e ela ligou à polícia para me ir buscar. Quando esta chegou, agradeci ao senhor Artur e à sua família e regressei a casa.

Esta foi a minha fantástica aventura, da qual gostei muito, apesar de perigosa!

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